Primeiros carros fabricados no Brasil

Conheça os primeiros carros fabricados no Brasil
(Esta lista não inclue utilitários, caminhões ou ônibus).

A paixão dos brasileiros por carros começou na década de 1950, quando o então presidente Getúlio Vargas iniciou os incentivos na indústria do país, permitindo o surgimento dos primeiros modelos automobilísticos fabricados no país através da formulação de uma política industrial, em que criou em julho de 1951 a Comissão de Desenvolvimento Industrial (CDI). Vargas e uma comissão visitam os EUA em busca de montadoras para instalar-se no Brasil em troca de incentivos fiscais e garantia de remessa de lucros as matrizes. Mas o maior impulso foi através de duas medidas o Aviso 288 da CEXIM (agosto de 1952), que proibia a importação de autopeças e o Aviso 311 da CEXIM (abril de 1953) proibindo a importação de veículos já montados.
Porém Vargas morreu e a CDI foi extinta em 1954, mas renasceu em 1956, no governo de Juscelino Kubitschek, com o nome de Conselho do Desenvolvimento. Assim a indústria automotiva nacional voltou a ter fôlego e renasceu.
Porém, como era um ramo novo e experimental, muitos carros circularam por poucos anos, saindo logo de linha. Ao longo dessa história, apareceram muitos carros e que hoje só se veêm nos museus.

Romi-Isetta

O primeiro carro fabricado em série no Brasil foi o compacto Romi-Isetta, lançado pela empresa Romi no dia 5 de setembro de 1956. Com apenas 2,28 metros de comprimento e 350 kg, o carrinho ficou conhecido por só ter uma porta, dois lugares e um consumo de combustível na média de 25 km por litro e atingia 85 km/h, uma boa velocidade para seu tamanho. Era produzido pelas Indústrias Romi S.A. a partir de sua fábrica em Santa Bárbara D’Oeste (SP), que fechou as portas em 1961 por problemas financeiros.

A produção da Romi-Isetta foi encerrada em 1961 com um total de três mil unidades.

Chambord

A fábrica brasileira da empresa francesa Simca instalou-se no Brasil em 1958, em São Bernardo do Campo (SP). Em março de 1959, foi lançado nas ruas do país o primeiro Chambord, carro espaçoso de carroceria resistente, que chegava a 135 km/h. Era o mais luxuoso do mercado brasileiro. Ficou tão popular que foi adotado pelo Inspetor Carlos, do seriado de TV “O Vigilante Rodoviário”. Em 1967, a Simca foi comprada pela Chrysler, que cessou a produção do Chambord.


Dauphine

A versão brasileira foi fabricada sob licença da Renault pela Willys Overland do Brasil entre os anos de 1959 e 1968. O Dauphine foi o primeiro automóvel de passeio da Willys-Overland do Brasil, que já fabricava o utilitário Rural Willys e o Jeep Willys. Parte da mecânica do Dauphine foi usada como base para o Projeto M, concebido em parceria entre a Willys brasileira e a Renault. Porém, antes que o novo veículo fosse lançado, a fábrica foi comprada pela Ford em 1967, que deu continuidade ao projeto e o lançou como o futuramente famoso Corcel. Pela parte francesa, o projeto conjunto deu origem ao Renault 12.

FNM JK 2000

Lançado em 21 de abril de 1960 pela Fábrica Nacional de Motores, o FNM JK 2000 foi o primeiro Alfa Romeo brasileiro. Batizado em homenagem ao presidente Juscelino Kubitscheck, o carro se destacou no mercado de luxo. Seu estilo seguia as tendências europeias de conforto: os encostos dos bancos dianteiros reclinavam até a horizontal. Em 1964, o regime militar exigiu a retirada da sigla JK do nome do carro. O então FNM 2000 atingiu seu pico de produção em 1970, deixando de ser fabricado somente em 1986.


Karmann-Ghia

Em 1960 a Karmann abriu uma fábrica em São Bernardo do Campo, São Paulo, e em 1962 o primeiro Karmann-Ghia brasileiro saiu da linha de montagem, muito semelhante ao modelo vendido no mercado europeu.
Em 1967 a motorização inicial de 1200cc e 36 cavalos foi substituída pelo motor 1500cc, de 44 cavalos, conferindo um pouco mais de "esportividade" ao modelo, e levando-o, segundo a fábrica, aos 138 km/h de velocidade máxima. Assim o desempenho ficava um pouco mais condizente com o aspecto, pelo menos para os padrões da época. Além disso, o sistema elétrico passou de 6V para 12V, e o desenho das lanternas traseiras foi modificado.

No final de 1967 foi lançado o Karmann Ghia conversível, que atualmente é um dos modelos brasileiros mais raros e valorizados. Foram produzidas apenas 177 unidades.

Gordini
Gordini.jpg

Em julho de 1962, a Willys Overland lançou o Gordini, carro compacto de apenas 4 metros de comprimento, que surpreendentemente exibia quatro portas. O carro foi um sucesso de crítica logo que chegou ao mercado, devido à sua potência (chegava a 130 km/h) e economia de combustível. Ganhou o apelido de “Teimoso” por vencer uma prova de resistência de 50 mil km no Autódromo de Interlagos. Mas também era chamado de “Leite Glória”, por ter baixa durabilidade (o slogan do leite em pó era “desmancha sem bater”). O último a ser fabricado foi o Gordini IV, em 1968, quando a empresa foi absorvida pela Ford.
Lembrando que o Gordini é a versão brasileira adaptada às estradas brasileiras do Dauphine.

Democrata

A Indústria Brasileira de Automóveis Presidente (IBAP) foi uma empresa automobilística brasileira, fundada em 1963 por Nélson Fernandes, em São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo. O primeiro e único automóvel desenvolvido pela marca foi o luxuoso Democrata, com duas ou quatro portas, carroceria de plástico reforçado com fibra de vidro, motor italiano (o único componente não nacional), fornecido pela empresa italiana Procosautom - Proggetazione Costruzione Auto Motori.
Apenas cinco protótipos do Democrata foram produzidos, pois a revista “Quatro Rodas”, atacou a empresa através de um forte lobby das rivais automotivas instaladas no país durante o governo militar. A revista "Quatro Rodas" literalmente acabou sepultando a IBAP e o sonho de Nélson Fernandes devendo até hoje um pedido de desculpas a este e toda a sua família e funcionários.

Uirapuru

Chegou ao mercado em 1965. O modelo Uirapuru, um carro esportivo genuinamente brasileiro fabricado pela Brasinca, era um automóvel diferente, personalizado e com um desenho bem moderno para a época. Apenas algumas unidades foram fabricadas, mas o Uirapuru ficou marcado por ter atingido um feito até então inédito para carros populares no Brasil: chegou a 200 km/h no Autódromo de Interlagos/SP.


Puma GTB

“Puma: o privilégio autenticamente brasileiro”. Era assim o slogan da fábrica que, em 1971, lançou no mercado do país este modelo de carro musculado que atingia a velocidade máxima de 170km/h. E
le foi batizado inicialmente de P8, este "novo" protótipo era conhecido na época como PUMA GTO ou PUMA Opala. Foi apresentado no Salão do Automóvel de 1972 ainda com o nome de PUMA GTO e recebeu cerca de 300 encomendas para o novo modelo que só entrou em fabricação regular em 1974 já batizado de PUMA GTB (Gran Turismo Brasil), a sua produção inicial foi de 10 unidades por mês.
A produção dos carros Puma sofreu um forte declínio na década de 1980, sendo totalmente interrompida em 1990.

SP2

Em 1969, Rudolph Leiding, presidente da Volkswagen do Brasil, deu início ao projeto genuinamente nacional de um carro esporte de carroceria leve. Lançado em junho de 1972, o primeiro carro esportivo brasileiro recebeu as iniciais da cidade de São Paulo, onde foi confeccionado. O SP, que também remetia à expressão inglesa “Sport Prototype” (“protótipo esportivo”), deu origem ao SP2, que atingia um máximo de 160 km/h, potência considerada fraca para a categoria. O SP2 foi o carro nacional de série mais baixo já produzido: media apenas 1,16 metros. Saiu de linha em 1976.


Alfa Romeo/FNM 2300

Em 1967, a Alfa Romeo Brasil adquiriu o controle da estatal FNM, e entre os anos de 1974 a 1986 fabricou no Brasil seu modelo de luxo. Em 1977, a Alfa Romeo passou a ser controlada pela FIAT. Foi o único Alfa Romeo produzido fora da Itália. Foi o mais moderno carro produzido no Brasil na década de 70, sendo vendido até metade dos anos 80.

O projeto Alfa 2300 nasceu na Itália, batizado de projeto 102/12. O modelo ficou pronto em 1971, sendo enviado ao Brasil para testes em 1972. Foi projetado inteiramente na Itália, especificamente para o mercado brasileiro, vendido sob o slogan "O importado fabricado no Brasil", também sendo o único Alfa Romeo fabricado fora da Italia (África do Sul, Portugal e Paraguai em kits "CKD", ou seja, eram veículos importado todo desmontado em caixas, ("Completely Knocked Down")).

Fúria

O carro esportivo Fúria foi criado em 1976 pela Bianco (carroceria) sediada em Diadema/SP e a Volkswagen (motor). Logo virou sensação dos autódromos; não por ser muito potente, mas pelo design refinado para a época. Quem o projetou foi Toni Bianco, que assinou também o projeto do primeiro carro nacional de Fórmula 3. 
O Bianco foi um sucesso de vendas no salão de 1976, com mais de 180 unidades sendo negociadas neste evento e sua produção mensal girou em torno de 20 unidades.
Após conseguir entrar nos mercados internacionais onde até ganhou alguns prêmios a Bianco fechou as portas em 1979 por divergências entre seus sócios.

Santa Matilde

Lançado em 1977, o Santa Matilde foi projetado pelo Dr. Humberto Pimentel, dono de uma fábrica de componentes ferroviários. Em 1975, o governo brasileiro proibiu a importação de automóveis. Isso fez com que a procura pelo GTB aumentasse, influenciando Humberto a montar um automóvel próprio. O carro foi apresentado no Salão do Automóvel de 1978, tornando-se objeto de desejo da alta sociedade. Chegou a custar mais que um Landau e o dobro de um Opala Diplomata, o que lhe rendeu o título de mais caro carro nacional. A produção do modelo começou a cair na década de 80. Em 1989, poucas unidades foram produzidas e, em 1997, apenas uma – o último Santa Matilde.


Fontes:

https://pt.wikipedia.org
http://guiadoscuriosos.com.br/blog/2012/05/01/carros-brasileiros-que-ja-sao-pecas-de-museu/

A parte do Hino Nacional que quase nenhum brasileiro conhece

Hino Nacional do Brasil
(é um símbolo nacional pétreo)

O Hino Nacional Brasileiro é um dos quatro símbolos oficiais da República Federativa do Brasil, conforme estabelece o art. 13, § 1.º, da Constituição do Brasil. Tem letra de Joaquim Osório Duque Estrada (1870 - 1927) e música de Francisco Manuel da Silva (1795 - 1865). Foi adquirida por 5:000$ cinco contos de réis a propriedade plena e definitiva da letra do hino pelo decreto n.º 4.559 de 21 de agosto de 1922 pelo então presidente Epitácio Pessoa e oficializado pela lei n.º 5.700, de 1 de setembro de 1971, publicada no Diário Oficial (suplemento) de 2 de setembro de 1971.

A partir de 22 de setembro de 2009, o hino nacional brasileiro tornou-se obrigatório em escolas públicas e particulares de todo o país. Ao menos uma vez por semana todos os alunos do ensino fundamental devem cantá-lo.

A parte do hino brasileiro que quase nenhum brasileiro conhece



Boa parte dos próprios brasileiros não sabem mas há uma letra na parte instrumental na introdução ao hino do qual quase nenhum brasileiro sabe antes do início, Ouviram do Ipiranga as margens plácidas...

A parte instrumental da introdução do Hino Nacional Brasileiro possuía uma letra, que acabou excluída da sua versão oficial do hino. Essa letra é atribuída a Américo de Moura, natural de Pindamonhangaba, presidente da província do Rio de Janeiro nos anos de 1879 e 1880. Em 17 de novembro de 2009, o cantor Eliezer Setton lançou um CD intitulado Hinos à Paisana, das quais uma das faixas é do Hino Nacional Brasileiro com essa introdução cantada.

Clica na imagem para conhecer e ouvir:

Letra da introdução do Hino Nacional Brasileiro

"Espera o Brasil que todos cumprais com o vosso dever
Eia! Avante, brasileiros! Sempre avante
Gravai com Buril nos pátrios anais o vosso poder
Eia! Avante, brasileiros! Sempre avante

Servi o Brasil sem esmorecer, com ânimo audaz
Cumpri o dever na guerra e na paz
À sombra da lei, à brisa gentil
O lábaro erguei do belo Brasil,
Eia! sus*, oh, sus!"



A palavra "sus" é uma interjeição que vem do latim sus: "de baixo para cima"; que chama à motivação: erga-se!, ânimo!, coragem! Neste contexto é sinônimo de "em frente, avante".

Saiba mais curiosidades sobre o Hino Nacional Brasileiro clicando no link a seguir:
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